Amy-lee
sabia que mesmo Stef-any sendo o avatar ela ainda podia ser atacada pelos encapuzados,
ou o pior poderia acontecer se ela encontrasse eles primeiro. Depois de quatro horas sem noticias de
Stef-any Amy-lee achou melhor ir atrás dela, mas infelizmente Shaay fez questão
de acompanha-la e não importava o que ela dissesse, a almirante não voltaria
para o navio sem seu capitão.
Stef-any
acordou sem saber quanto tempo tinha se passado e nem em que parte do mundo ela
estava. Tudo que ela sabia era que os
pés estavam amarrados a frente do seu corpo e as mãos amarradas para trás, ela
estava encostada em uma árvore em frente a alguma espécie de acampamento
improvisado no meio da selva. Ela usava uma mordaça que a impedia de gritar e
já que ela estava imobilizada a maioria das suas técnicas de dominação não funcionariam.
Ela ainda usava seu disfarce de capitão, apenas
tinham removido seu chapéu, casaco e armas. Antes de começar a pensar sobre o
que tinha acontecido na taverna do caolho Adull aparece ao seu lado saindo de
dentro da floresto com porco-ouriço morto sobre os ombros. Ele olha para ela e fala:
-Ei
Maxemillian! Sua prisioneira acordou, melhor dar uma palavrinha com ela.
-Ah Adull,
vejo que você trouxe o café da manhã, tudo bem, já vou falar com ela.
Respondeu
Maxemillian se levantando de seu colchão improvisado, ele se virou para ela e
colocou um pouco d’água em um copo de barro e o levou até Stef-any dizendo:
-Escuta aqui
avatar, se pensar em dominar essa água de alguma forma, eu juro que você vai
passar sede até a hora que eu lhe entregar aos meus superiores, eu não me
importo se você morrer; entendeu?
Stef-any
concordou com a cabeça, as cordas a impediriam de dominar de qualquer forma,
mas parece que Maxemillian a superestimava. Com cuidado ele retirou a mordaça
de Stef-any e lhe entregou a água, Stef-any nem sabia que estava com tanta sede
até sentir a água descendo pela garganta. Depois ela olhou para ele e
perguntou:
-Acho que você
pelo menos me deve algumas respostas.
-Devo? Bem
que seja, não tenho nada melhor pra fazer até Adull terminar o café da manhã.
-Então me
explique como vocês sabem quem eu sou e o que aconteceu ontem no bar; ah também
quero saber quais as letra de vocês dois.
-Hahahahahaha,
perguntas interessantes, primeiro, eu e Adull não somos “encapuzados” como meu
amigo A, somos mercenários contratados por eles pra dar um jeito em você; de
alguma forma eles já sabiam quem você era, mas descobriram tarde demais para o
pobre A.
-Bem, foi
uma boa resposta para duas perguntas, agora me responda: o que aconteceu na
taverna e como eu vim parar aqui?
-Bem,
pensamos que teríamos de cair no braço com você até a hora em que você pediu
aquela bebida, depois disso só foi preciso um momento de distração para
misturar nossa mistura especial de ervas, capaz de derrubar um Elefante branco,
e esperar você beber.
-Vocês merecem
meus parabéns, foram os primeiros a me drogarem desse jeito, geralmente eles se
aproveitam do meu sono pesado.
Diz Stef-any
começando a sentir o cheiro do porco-ouriço queimando e a se perguntar como ela
escaparia daquela roubada.
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