sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Historia 3 - livro 4 capítulo 28 parte 7


Amy-lee sabia que mesmo Stef-any sendo o avatar ela ainda podia ser atacada pelos encapuzados, ou o pior poderia acontecer se ela encontrasse eles primeiro. Depois de quatro horas sem noticias de Stef-any Amy-lee achou melhor ir atrás dela, mas infelizmente Shaay fez questão de acompanha-la e não importava o que ela dissesse, a almirante não voltaria para o navio sem seu capitão.

Stef-any acordou sem saber quanto tempo tinha se passado e nem em que parte do mundo ela estava.  Tudo que ela sabia era que os pés estavam amarrados a frente do seu corpo e as mãos amarradas para trás, ela estava encostada em uma árvore em frente a alguma espécie de acampamento improvisado no meio da selva. Ela usava uma mordaça que a impedia de gritar e já que ela estava imobilizada a maioria das suas técnicas de dominação não funcionariam.

Ela ainda usava seu disfarce de capitão, apenas tinham removido seu chapéu, casaco e armas. Antes de começar a pensar sobre o que tinha acontecido na taverna do caolho Adull aparece ao seu lado saindo de dentro da floresto com porco-ouriço morto sobre os ombros. Ele olha para ela e fala:

-Ei Maxemillian! Sua prisioneira acordou, melhor dar uma palavrinha com ela.

-Ah Adull, vejo que você trouxe o café da manhã, tudo bem, já vou falar com ela.

Respondeu Maxemillian se levantando de seu colchão improvisado, ele se virou para ela e colocou um pouco d’água em um copo de barro e o levou até Stef-any dizendo:

-Escuta aqui avatar, se pensar em dominar essa água de alguma forma, eu juro que você vai passar sede até a hora que eu lhe entregar aos meus superiores, eu não me importo se você morrer; entendeu?

Stef-any concordou com a cabeça, as cordas a impediriam de dominar de qualquer forma, mas parece que Maxemillian a superestimava. Com cuidado ele retirou a mordaça de Stef-any e lhe entregou a água, Stef-any nem sabia que estava com tanta sede até sentir a água descendo pela garganta. Depois ela olhou para ele e perguntou:

-Acho que você pelo menos me deve algumas respostas.

-Devo? Bem que seja, não tenho nada melhor pra fazer até Adull terminar o café da manhã.

-Então me explique como vocês sabem quem eu sou e o que aconteceu ontem no bar; ah também quero saber quais as letra de vocês dois.

-Hahahahahaha, perguntas interessantes, primeiro, eu e Adull não somos “encapuzados” como meu amigo A, somos mercenários contratados por eles pra dar um jeito em você; de alguma forma eles já sabiam quem você era, mas descobriram tarde demais para o pobre A.

-Bem, foi uma boa resposta para duas perguntas, agora me responda: o que aconteceu na taverna e como eu vim parar aqui?

-Bem, pensamos que teríamos de cair no braço com você até a hora em que você pediu aquela bebida, depois disso só foi preciso um momento de distração para misturar nossa mistura especial de ervas, capaz de derrubar um Elefante branco, e esperar você beber.

-Vocês merecem meus parabéns, foram os primeiros a me drogarem desse jeito, geralmente eles se aproveitam do meu sono pesado.

Diz Stef-any começando a sentir o cheiro do porco-ouriço queimando e a se perguntar como ela escaparia daquela roubada.

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