domingo, 13 de dezembro de 2015

Historia 3 - livro 4 capítulo 28 parte 5


Edward insistiu para acompanhar Stef-any na reunião daquela noite, mas ela não precisava de escolta, afinal ela era o avatar e ter um par de olhos observando Shaay nunca era demais. O local marcado para a reunião desta vez foi uma cabana feita de madeira no final oeste da zona portuária em uma grande caverna onde o mar tinha cavado dentro da própria montanha.

Quando Stef-any chegou ao local o sol tinha acabado de se pôr e as luminárias ainda estavam sendo acesas, além dela apenas os gêmeos Thekar e Nehrak e Isaac, então ela puxou uma cadeira e se sentou falando:

-Eu cheguei muito cedo ou muito tarde?

-Normalmente eu diria que você chegou tarde, mas se tratando de piratas, eu diria que você chegou cedo.

Responde Isaac com um ar de superioridade enquanto limpava os óculos redondos, Stef-any olhou para os gêmeos, eles estavam conversando empolgados sobre algo que aconteceu antes deles terem ido ver Stef-any mais cedo. Quarenta minutos depois o número de pessoas ali já tinha dobrado, quase dose capitães agora estavam presentes, sem querer perder mais tempo Dash insistiu que Stef-any desse início a reunião, ela aceitou e se levantou falando:

-Bem, pode-se ter passado apenas uma semana desde que eu e o capitão A fomos enviados na missão de nos encontrar com Treta e auxilia-lo no acordo com a Marinha Real, mas eu lhes garanto, muitas coisas mudaram nesses sete dias.

-Para de embromação Nero, se demorar de mais o rum vai impedir que entendamos a final da história.

Gritou um dos capitães que Stef-any ainda não conhecia, um homem nas casa dos cinquenta com quase todos os dentes na boca feitos de ouro, era chamado de Mandigold já que nunca disse seu nome de verdade ou de onde tinha vindo; a multidão de piratas riu e Stef-any assentiu ao comentário com um leve sorriso e continuou falando:

-Ok, tudo bem, vou direto ao assunto então; a tentativa de fazer as pazes com a Marinha Real foi...bem sucedida...

Stef-any deu uma pausa por causa do grito de triunfo da multidão de ouvintes, ela fechou a cara um pouco e continuou:

-Mas...infelizmente, não somos mais 18 capitães, o capitão A foi morto, durante uma tentativa de assassinato dos generais da marinha e consequentemente sabotagem da trégua.  

-Hunf, parece que agora somos uma irmandade de apenas 16 capitães agora, três dias atrás recebi notícias de que o capitão Graald foi preso e executado na ilha Mazóxs, no extremo oeste.

Disse Dash dando um grande gole que esvaziou se copo, a multidão abaixou os olhos em depressão e respeito pelos mortos, um capitão alto e bem bronzeado vestindo um sobretudo azul e branco se virou para Stef-any e perguntou:

-Quem foi que matou A? foi a marinha?

-Não, eu mesmo matei A e também o enterrei, ele se tornou um traidor e um inimigo da irmandade, reconhecido pelo próprio capitão Treta como sendo uma ameaça que deveria ser executada.

Responde Stef-any com pouco pesar na voz e até um pouco de orgulho próprio, o homem a olhou desconfiado e levou a mão a espada, mas foi impedido pelo homem ao seu lado, um moreno alto e forte que disse:

-Adull acha melhor, Maxemillian não fazer isso, melhor Maximillian se controlar.

-Maximillian está controlado Adull, não se preocupe.

Disse Maximillian soltando o cabo da espada e deixando a reunião rapidamente; Stef-any os observou atentamente, talvez os dois outros encapuzados infiltrados tivessem acabado de se revelar.

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