domingo, 22 de novembro de 2015

Historia 3 - livro 4 capítulo 28 parte 4


Stef-any mandou Edward providenciar os reparos no navio enquanto ela levaria Shaay para dar uma volta pelo porto e se familiarizar com a atmosfera do local. Shaay estranhou o pedido de Stef-any para que ela não usasse seu uniforme da marinha, mas não teve opção se não aceitar e pegar algumas roupas emprestadas de Amy-lee que ficaria no navio para vigia-lo.

Shaay parecia fascinada com a sujeira e bagunça daquele lugar, como se fosse algo único no mundo, de toda forma Stef-any não entendia o motivo daquele sorriso no rosto dela. A primeira parada foi em uma barraca de roupas onde Shaay poderia comprar roupas normais para si mesma e não ter mais de pegar as roupas de Amy-lee. Enquanto Shaay provava algumas trouxas de roupa um senhor de idade se aproximou de Stef-any, ele carregava uma bolsa cheia de papeis e uma charrete com caixas e pacotes, ele pegou uma caixa na charrete e se virou para Stef-any dizendo:

-Ahn, “capitão Nero”, tenho uma entrega para o “senhor”, do país da terra.

-É o que mermão? do país da terra?!

Responde Stef-any estranhando o sarcasmo na voz daquele carteiro estranho, ela pega o pacote e reconhece a letra de Damon, depois se vira para o carteiro e lhe entrega algumas moedas para que ele fosse embora logo antes de revelar seu disfarce.

Shaay agora estava satisfeita com nada mais do que seis novas peças de roupas, por sorte não era o dinheiro de Stef-any que estava sendo gasto; Stef-any guardou o pacote debaixo do braço e se ofereceu para ajudar Shaay com uma das sacolas.

Depois de mais alguma voltas pela cidade elas voltaram para o navio, Amy-lee foi ajudar Shaay a acomodar suas compras no quarto enquanto Stef-any entrou em sua cabine para abrir o pacote. Era uma caixa e papelão coberta de fita adesiva e uma carta onde Damon dizia:

“Querida Stef-any, já faz tanto tempo que não a vejo que já começo a me esquecer como você se parece. A vida na vila está aos poucos voltando ao normal e de alguma forma está até melhorando, a polícia está mais tolerante e presente, até as estradas estão mais seguras. Estranhamente, agora parece ter uma seita dos Power Rangers por aqui, enfrentamos eles uma vez, mas depois disso nunca mais os vimos. Ficamos com tão poucos membros que quase não saímos dos esconderijos, tão pouco são nossas oportunidades de atacar o governo. Seth continua em coma e fazemos o possível para mantê-lo com vida, na verdade isso é quase a única coisa que temos feito.

Enfim, espero que seu treinamento esteja indo bem e aguardo ansiosamente seu retorno para salvar esta cidade, com amor Damon.”

Stef-any guardou a carta no bolso e abriu a caixa e tirou uma máscara usada pelos espíritos, uma bem feia dessa vez, toda amarela com riscos azuis e três chifres.

Ela sai de sua cabine a vai até a amurada do navio e fica ali observando o mar, pensando na sua terra natal e em Damon, perdendo completamente a noção do tempo. Seus pensamentos são enfim interrompidos por Edward que chega ao lado dela e diz:

-Com licença capitão, receio que se continuar aqui bisando feita uma lontra-tartaruga vai acabar se atrasando para a reunião.

-Ah, Edward obrigado por me lembrar da reunião, me distrai pensando em como estão as coisas em casa.

-Sua casa é longe do mar? Por que se não for, poderíamos ir lá a qualquer momento.

-Não, é bem longe, perto das grandes montanhas do país da terra.

-Nesse caso, só tem uma jeito de combater essa saudade; assumir que o mar e esse navio são a sua nova casa, acredite em mim, é a melhor escolha.

Diz Edward se espreguiçando, Stef-any olha para ele absorvendo o que ele tinha dito, depois pega a carta em seu bolso e usa a dominação de fogo para incinera-la.

Nenhum comentário:

Postar um comentário