Do mirante Stef-any
observava uma cena que parecia haver dois sois se ponde no horizonte, um era o
sol de verdade e o outro era um monte de navios pegando fogo lá longe no mar.
Enquanto observava a cena Stef-any mal percebeu que o Posseidon mais velho
tinha se levantado, ele caminhou até o lado dela e disse:
-Bem acho
que isso já é o suficiente.
-Por acaso,
você matou todos eles?
-Cada um
deles, mesmo aqueles que se rendiam a mim não eram poupados, a ira me cegou
completamente.
-Bem, eu
acho que eles mereceram, afinal eles mataram toda a sua família.
Posseidon
olhou para ela com uma cara estranha, Stef-any não entendeu direito o que
aquele olhar significava então ficou quieta e deixou que Posseidon continuasse
dizendo:
-Bem acho
que por aqui já está bom. Vamos para a próxima.
Com um
estalar de dedos a paisagem muda completamente, agora eles estavam em um forte,
com paredes bem altas e grossas, com canhões apontando para fora em todos os
cantos. Stef-any observou a agitação dos soldados ao redor e ouviu uma voz dizendo:
-E ai
Posseidon, ansioso? Quer dizer, eu sei que já é a terceira vez, mas sabe, sempre
dá um friozinho na barriga.
-Nem me fale
Edward, eu entrei nessa porcaria de marinha para entrar numa tripulação e em um
navio, não para ficar preso nessa porcaria de forte esquecido por deus.
Stef-any
olhou na direção da conversa e não acreditou nos seus olhos, lá estavam o jovem
Posseidon e Edward Karveer, ou pelo menos uma versão bem mais jovem dele, ambos
bem vestidos no uniforme branco e azul da marinha com o cabelo penteado para
traz, Posseidon mostrava uma barba curta e parecia ter perdido um pouco de
peso.
Stef-any se
vira para Posseidon ao lado dela e ele entende o que ela queria, ele sorri e
fala com calma:
-Já se
passou mais de um ano desde o ataque a San Juanes. Eu fiquei arrasado depois daquilo,
um caso sério de depressão, não saia de casa, mal dormia e comia muito pouco.
Erza me enviou uma carta dizendo que sentia muito pela minha perda e que iria
me fazer uma visita, aquilo me animou um pouco e serviu para me ajudar a
acordar, mas ela nunca foi ao meu encontro. Quando estava prestes a perder as
esperanças e voltar para meu isolamento a marinha apareceu, me oferecendo uma
nova casa, uma nova família, uma nova vida.
-Então você se
tornou um marinheiro e agora reclama de ficar preso em um forte da marinha,
muito engraçadinho viu.
-Há, mas
isso está prestes a mudar, por que acha que escolhi justamente esse dia para
lhe mostrar?
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