O porto
parecia um formigueiro humano, vários navios piratas estavam aportados em
diversos deques de ferro em um enorme píer que cobri metade daquela costa da
ilha. Edward saiu com três dos piratas e mais dois membros da tripulação para
explorar o porto enquanto Amy-lee e Stef-any terminavam o disfarce.
Uma hora
depois Stef-any saiu de dentro de seus aposentos se sentindo um novo homem,
Amy-lee tinha usado a maquiagem para escurecer o tom de pele de Stef-any e
esconder as feições femininas; havia usado um pouco do pelo de Sasha para fazer
uma cavanhaque e costeletas; ela usava um pano no busto para esconder os seios,
mas o maior problema de Stef-any era a voz, mas com um pouco de prática ela já
estava conseguindo parecer natural.
Para o teste
definitivo ela iria surpreender Edward com seu disfarce. Ela desembarcou do
navio e foi até o porto procurar pelo seu alvo, mas percebeu que encontrar
Edward ali naquele formigueiro de gente seria mais difícil do que o esperado.
Diversas
línguas e sotaques se misturavam ali dentro, as conversas variavam entre
cantorias animadas de bêbados na ruas e gritos raivosos vindos de dentro de
prédios com as luzes apagadas. Mas Stef-any teve sorte, o primeiro local que
ela procurou foi uma taverna e lá estava Edward sentado a uma mesa no canto com
outros cinco senhores que ela não reconhecia e para piorar um deles estava
usando um capuz branco.
Stef-any se
aproximou devagar seus olhos alternando entre Edward e o encapuzado. Ela
cautelosamente botou a mão no ombro de Edward e falou alto com sua melhor voz
de homem:
-Enfim te
encontrei tenente, estive a sua procura.
-Desculpe-me
senhor mas receio que você tenha se confundido.
Retrucou
Edward olhando para ela confuso, embora Stef-any estivesse feliz pelo disfarce
estar funcionando ela apenas apertou o ombro dele mais forte e gritou fingindo
raiva:
-Não está um
pouco cedo demais para o senhor estar bêbado, chegamos aqui a poucas horas e
acerto logo no primeiro lugar. Desculpem o senhor Edward cavalheiros, ele tem o
péssimo abito de passar da conta nas tavernas.
-Bah, isso
não é nada demais, um homem não deve ser castigado por beber demais, porém de
qualquer forma quem seria o senhor?
Pergunta um
dos homens que fumava um enorme charuto, àquela altura Edward parecia já ter
entendido o que estava acontecendo e permanecia calado, Stef-any então disse:
-Eu sou o
capitão Nero e esse é Edward, meu tenente oficial.
-Quer dizer
que o senhor é o capitão? Pois bem senhor Nero, sente-se, afinal agora o
assunto da conversa recai sobre o senhor.
Diz outro
homem com um gancho na mão direita, Stef-any puxou um cadeira e se sentou ao
lado de Edward, eles então disseram:
-Edward
estava dizendo que o senhor estava disposto a se juntar a causa de nossa
irmandade, isso é verdade?
-Sem
dúvidas, seus ideais de liberdade me atraem assim como seus atos me fascinam.
Respondeu
Stef-any sem saber se aquilo de fato era verdade, mas aquilo era tudo que
aqueles piratas precisavam, eles se levantaram com e brindaram a Nero gritando:
-Bem vindo a
irmandade dos piratas, capitão Nero!
-Que a deusa
da fortuna sorria para você e sua tripulação.
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