sábado, 7 de março de 2015

Historia 3 - livro 4 capítulo 26 parte 15



O porto parecia um formigueiro humano, vários navios piratas estavam aportados em diversos deques de ferro em um enorme píer que cobri metade daquela costa da ilha. Edward saiu com três dos piratas e mais dois membros da tripulação para explorar o porto enquanto Amy-lee e Stef-any terminavam o disfarce.

Uma hora depois Stef-any saiu de dentro de seus aposentos se sentindo um novo homem, Amy-lee tinha usado a maquiagem para escurecer o tom de pele de Stef-any e esconder as feições femininas; havia usado um pouco do pelo de Sasha para fazer uma cavanhaque e costeletas; ela usava um pano no busto para esconder os seios, mas o maior problema de Stef-any era a voz, mas com um pouco de prática ela já estava conseguindo parecer natural.

Para o teste definitivo ela iria surpreender Edward com seu disfarce. Ela desembarcou do navio e foi até o porto procurar pelo seu alvo, mas percebeu que encontrar Edward ali naquele formigueiro de gente seria mais difícil do que o esperado.

Diversas línguas e sotaques se misturavam ali dentro, as conversas variavam entre cantorias animadas de bêbados na ruas e gritos raivosos vindos de dentro de prédios com as luzes apagadas. Mas Stef-any teve sorte, o primeiro local que ela procurou foi uma taverna e lá estava Edward sentado a uma mesa no canto com outros cinco senhores que ela não reconhecia e para piorar um deles estava usando um capuz branco.

Stef-any se aproximou devagar seus olhos alternando entre Edward e o encapuzado. Ela cautelosamente botou a mão no ombro de Edward e falou alto com sua melhor voz de homem:

-Enfim te encontrei tenente, estive a sua procura.

-Desculpe-me senhor mas receio que você tenha se confundido.

Retrucou Edward olhando para ela confuso, embora Stef-any estivesse feliz pelo disfarce estar funcionando ela apenas apertou o ombro dele mais forte e gritou fingindo raiva:

-Não está um pouco cedo demais para o senhor estar bêbado, chegamos aqui a poucas horas e acerto logo no primeiro lugar. Desculpem o senhor Edward cavalheiros, ele tem o péssimo abito de passar da conta nas tavernas.

-Bah, isso não é nada demais, um homem não deve ser castigado por beber demais, porém de qualquer forma quem seria o senhor?

Pergunta um dos homens que fumava um enorme charuto, àquela altura Edward parecia já ter entendido o que estava acontecendo e permanecia calado, Stef-any então disse:

-Eu sou o capitão Nero e esse é Edward, meu tenente oficial.

-Quer dizer que o senhor é o capitão? Pois bem senhor Nero, sente-se, afinal agora o assunto da conversa recai sobre o senhor.

Diz outro homem com um gancho na mão direita, Stef-any puxou um cadeira e se sentou ao lado de Edward, eles então disseram:

-Edward estava dizendo que o senhor estava disposto a se juntar a causa de nossa irmandade, isso é verdade?

-Sem dúvidas, seus ideais de liberdade me atraem assim como seus atos me fascinam.

Respondeu Stef-any sem saber se aquilo de fato era verdade, mas aquilo era tudo que aqueles piratas precisavam, eles se levantaram com e brindaram a Nero gritando:

-Bem vindo a irmandade dos piratas, capitão Nero!

-Que a deusa da fortuna sorria para você e sua tripulação.
"O porto pirata"

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